
O Santos foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira (4) por conta do episódio envolvendo torcedores do clube e o lateral Reinaldo, do Mirassol. O Pleno do tribunal decidiu, por unanimidade, aplicar uma multa de R$ 15 mil ao Peixe.
A situação aconteceu durante o empate entre Santos e Mirassol, por 1 a 1, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Reinaldo foi atingido por uma cusparada enquanto se preparava para realizar uma cobrança de lateral.
Tribunal considerou participação de dois torcedores
Inicialmente, o Santos havia sido absolvido pela 4ª Comissão Disciplinar. O clube apresentou as medidas tomadas para localizar um dos envolvidos, incluindo a identificação do torcedor e o registro de um boletim de ocorrência.
A Procuradoria do STJD, porém, recorreu da decisão após apontar que as imagens do episódio indicavam a participação de um segundo torcedor. No julgamento realizado nesta sexta-feira, o relator Anderson Prezia Franco considerou que as imagens eram suficientes para comprovar a ação de dois torcedores.
Segundo a análise apresentada no julgamento, o segundo envolvido aparece usando camisa e boné pretos e teria feito o mesmo movimento em direção ao jogador praticamente no mesmo instante do primeiro torcedor.
Santos identificou apenas um dos envolvidos
Um dos pontos considerados pelo tribunal foi justamente a atuação do Santos após o ocorrido. O clube conseguiu identificar um dos torcedores envolvidos e encaminhou as informações às autoridades.
No entanto, como o segundo participante não foi localizado, o STJD entendeu que as providências tomadas pelo Santos não eram suficientes para afastar completamente a responsabilidade do clube prevista no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
O relator também destacou que não foi possível determinar pelas imagens se as duas cusparadas atingiram Reinaldo. Para o tribunal, porém, isso não altera a constatação de que dois torcedores participaram da ação.
Punição ficou restrita à multa
Apesar da condenação, o Santos não sofreu uma punição esportiva mais pesada. O tribunal levou em consideração o fato de o clube ter tomado providências para identificar um dos responsáveis e também avaliou que o episódio não provocou uma desordem generalizada dentro do estádio.
Com isso, foi descartada uma medida como a perda do mando de campo. A punição definida pelo Pleno ficou em R$ 15 mil, em decisão acompanhada pelos demais auditores presentes no julgamento.
O caso volta a colocar em discussão a responsabilidade dos clubes pela conduta de torcedores dentro dos estádios. Para o Santos, além do prejuízo financeiro, a decisão reforça a necessidade de ampliar os mecanismos de identificação e controle em episódios desse tipo.




