
O Santos terá de lidar com a ausência de Neymar em três partidas consecutivas. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o atacante por dois jogos nesta quarta-feira (28), após o episódio envolvendo Rodrigo Nestor, do Bahia. A decisão foi tomada pela Segunda Comissão Disciplinar e ainda pode ser contestada pelo clube.
Segundo o ge, a punição foi aplicada porque Neymar cobriu a boca com a mão durante a discussão com o meio-campista do Bahia, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O julgamento terminou com a suspensão por duas partidas, por maioria dos votos.
O caso aconteceu no empate por 1 a 1 entre Santos e Bahia, no último sábado (24), na Vila Belmiro. Durante o confronto, o camisa 10 recebeu cartão vermelho direto após a discussão. A situação foi analisada pelo tribunal em razão de uma possível violação ao Protocolo Vini Jr., que prevê medidas contra condutas discriminatórias no futebol.
Neymar ficará fora de três jogos do Santos
De acordo com a Gazeta Esportiva, a punição do STJD se soma à suspensão automática que Neymar já teria de cumprir pelo terceiro cartão amarelo recebido contra o Bahia. Com isso, o atacante ficará fora dos compromissos contra Palmeiras, Red Bull Bragantino e Coritiba.
A previsão publicada pela Folha de S.Paulo é que o camisa 10 volte a ficar disponível contra o Grêmio, em 22 de novembro, na Vila Belmiro. Esse cenário, porém, pode mudar caso o Santos consiga reverter ou modificar a decisão no tribunal.
Santos pode recorrer da decisão
O julgamento ocorreu em primeira instância, o que permite ao Santos recorrer ao Pleno do STJD. A defesa de Neymar argumentou que o gesto ocorreu em um contexto de conversa e brincadeira entre os jogadores, conforme relatado pelo próprio tribunal.
A ausência do atacante representa uma dificuldade para Cuca na reta final do Brasileirão. Além de perder uma das principais referências ofensivas, o treinador terá de reorganizar a equipe em uma sequência importante da competição. A possibilidade de recurso mantém aberta a discussão jurídica, mas, até que haja mudança oficial, a suspensão deve ser considerada.




