Falha de Diógenes reacende debate sobre Arzul no Santos

(Foto: Divulgação)

A derrota do Santos por 2 a 1 para o Atlético-MG, neste domingo (11), voltou a levantar questionamentos sobre o trabalho com os goleiros do Peixe. Após Gabigol colocar o Alvinegro em vantagem na reta final, o time sofreu a virada nos acréscimos, e o primeiro gol do Galo, marcado por Vitor Hugo de cabeça, colocou Diógenes no centro das discussões.

O goleiro comentou o lance após a partida, e o episódio reacendeu um assunto que acompanha o Santos há algumas temporadas: a dificuldade da equipe em determinadas jogadas aéreas. Nesse contexto, as críticas ao preparador de goleiros Arzul voltaram a ganhar espaço entre torcedores.

Diógenes vira assunto após gol do Atlético-MG

O primeiro gol atleticano saiu aos 45 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Vitor Hugo apareceu pelo alto e cabeceou para empatar o confronto na Arena MRV.

O lance foi determinante para mudar o rumo da partida. Pouco depois, Thiago Borbas marcou um golaço de voleio nos acréscimos e garantiu a vitória do Atlético-MG por 2 a 1.

A discussão sobre a participação de Diógenes passa pela responsabilidade do goleiro em bolas levantadas na área, mas também envolve o posicionamento da defesa, a marcação dos adversários e a disputa pelo espaço durante a cobrança.

A declaração do arqueiro após o confronto voltou a colocar o tema em evidência. Para não atribuir ao jogador palavras que não puderam ser confirmadas integralmente, o conteúdo exato de sua fala não será reproduzido como citação.

Arzul é alvo de críticas de parte da torcida

Sebastião Martins Oliveira Júnior, conhecido como Arzul, construiu uma longa trajetória no Santos. O profissional trabalhou durante 28 anos no clube, sendo aproximadamente metade desse período na preparação dos goleiros da equipe principal.

Ao longo da carreira no Peixe, participou do trabalho com nomes como Rafael Cabral, Vanderlei, Everson, John, João Paulo e o próprio Diógenes. Apesar do histórico, também enfrentou críticas de torcedores e comentaristas, principalmente em relação à saída dos goleiros do gol em cruzamentos e bolas paradas.

Em outubro de 2023, após a goleada sofrida pelo Santos por 7 a 1 diante do Internacional, o jornalista Fábio Sormani criticou publicamente o trabalho de Arzul e questionou a preparação dos goleiros do clube.

As cobranças não ficaram restritas àquele episódio. Em abril de 2025, ao falar sobre o assunto em entrevista ao ge, Arzul respondeu às críticas e explicou como a comissão trabalhava esse tipo de situação nos treinamentos.

Preparador já rebateu questionamentos sobre bolas aéreas

Na entrevista, Arzul afirmou que os goleiros treinavam cruzamentos diariamente. Segundo o profissional, eram trabalhadas situações com diferentes trajetórias da bola e condições de visibilidade, incluindo jogadas em que um adversário dificultava a visão do arqueiro.

O preparador também ressaltou que a decisão de sair ou permanecer no gol durante uma partida cabe ao próprio goleiro.

A explicação ajuda a entender um dos principais pontos de divergência entre o trabalho da comissão técnica e a avaliação feita por parte dos torcedores. Enquanto a preparação busca reproduzir situações de jogo, a execução depende da leitura do lance, do posicionamento e da decisão tomada em campo.

Isso não impede questionamentos sobre a preparação, mas também significa que um gol sofrido em uma bola aérea, isoladamente, não comprova que houve falha no treinamento.

Arzul deixou o Santos e voltou a pedido de Cuca

Em janeiro de 2025, Arzul foi desligado do Santos durante uma reformulação no departamento de futebol. Na despedida, relembrou os 28 anos de trabalho e afirmou ter participado de 1.035 partidas da equipe profissional, ao lado de 23 treinadores.

Depois da saída, o preparador passou a trabalhar no Guarani. Em abril de 2026, porém, aceitou retornar ao Peixe para integrar novamente a comissão técnica de Cuca.

A volta foi noticiada pelo ge e pelo Lance. O retorno ocorreu em meio à necessidade de reforçar o trabalho com os goleiros do elenco, que inclui Gabriel Brazão, Diógenes, João Pedro e Rodrigo Falcão.

Dessa forma, Arzul voltou a fazer parte da estrutura responsável pela preparação dos arqueiros santistas, ao lado de outros profissionais do departamento.

Trabalho de Arzul entra novamente em discussão

A virada sofrida diante do Atlético-MG reacende uma discussão antiga no Santos. Diógenes vinha de uma atuação decisiva na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, quando fez oito defesas, e agora enfrenta questionamentos depois de participar de um lance importante na derrota em Belo Horizonte.

O contraste mostra como a avaliação de um goleiro pode mudar rapidamente conforme os resultados e os lances decisivos. Também aumenta a pressão sobre a comissão técnica em um momento no qual Gabriel Brazão segue em recuperação de cirurgia no ombro.

A preparação dos goleiros certamente continuará sob observação, especialmente em jogadas aéreas. Ainda assim, uma avaliação justa precisa considerar uma sequência de partidas, o desempenho nos treinamentos e as responsabilidades individuais e coletivas em cada lance.

Para o Santos, o desafio será corrigir os problemas apresentados contra o Atlético-MG e recuperar a confiança na reta final do Campeonato Brasileiro.