
O Santos prepara uma intervenção importante em sua estrutura de futebol para tentar resolver um problema que voltou a incomodar jogadores e comissão técnica nas últimas semanas. A diretoria trabalha para renovar os gramados da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé, com apoio de parceiros comerciais, entre eles a NR Sports, empresa ligada à família de Neymar.
Segundo o Diário do Peixe, o projeto prevê a substituição de três campos: o da Vila Belmiro e os dois utilizados nos treinamentos no CT Rei Pelé. A estimativa é de R$ 4,5 milhões por gramado, totalizando R$ 13,5 milhões. A intenção do clube é captar recursos com empresas parceiras para reduzir o impacto financeiro da obra.
A previsão é que os novos pisos sejam híbridos, combinando grama natural com fibras sintéticas para aumentar a resistência da superfície. O cronograma também já tem datas previstas, mas a execução exigirá planejamento para não comprometer a preparação da equipe e o calendário de partidas.
Quando começam as obras no CT Rei Pelé e na Vila?
De acordo com o Diário do Peixe, a primeira intervenção deve começar em 20 de novembro, no primeiro campo do CT Rei Pelé. O segundo gramado será reformado depois que o primeiro estiver pronto para utilização, estratégia que permite manter um espaço disponível para as atividades durante parte do processo.
A troca na Vila Belmiro está prevista para começar em 7 de dezembro, após o encerramento dos compromissos do Santos no estádio pelo Campeonato Brasileiro. Cada intervenção deve levar aproximadamente 60 dias entre o início dos trabalhos e a liberação do campo.
A expectativa é que a Vila volte a receber partidas em fevereiro de 2027. Com isso, o Santos poderá precisar mandar os primeiros jogos do Campeonato Paulista em outro local.
A definição do calendário e do estádio alternativo será importante para organizar a logística da equipe. Até que a obra seja concluída e o campo esteja em condições adequadas, o clube terá de considerar opções para disputar suas partidas como mandante.
Reclamações de Neymar, Cuca e jogadores aumentaram a pressão
A condição dos gramados deixou de ser apenas uma questão de manutenção e passou a ser discutida publicamente. No empate por 1 a 1 com o Bahia, na Vila Belmiro, a forte chuva evidenciou as dificuldades de drenagem do campo. Depois da partida, o técnico Cuca também comentou as condições dos gramados utilizados nos treinamentos.
O treinador afirmou que já estava acostumado a trabalhar em um campo ruim, comentário que chamou atenção por expor que o problema não se restringia ao estádio. O gramado do CT Rei Pelé também apresenta buracos e desníveis, situação que incomoda atletas e comissão técnica.
Neymar já havia criticado publicamente o campo da Vila depois do confronto contra o Palmeiras pela Copa do Brasil, em setembro. Gabigol também comentou o estado do gramado em um vídeo publicado na semana anterior à notícia do Diário do Peixe. Após o empate com o Bahia, o zagueiro Luan Peres afirmou que a diretoria havia prometido ao elenco fazer a troca ao final da temporada.
As reclamações ajudam a explicar a necessidade de uma solução mais ampla. Manutenções pontuais podem amenizar alguns problemas, mas a proposta agora é substituir integralmente as três superfícies e adotar um sistema híbrido, com a expectativa de oferecer maior resistência ao uso frequente.
O que muda para o Santos com o novo gramado?
Além da aparência do campo, a reforma tem impacto direto na rotina de trabalho. A qualidade da superfície influencia a circulação da bola, os passes, as mudanças de direção e as arrancadas. Para uma equipe que precisa treinar regularmente e disputar partidas em sequência, as condições do gramado fazem parte da estrutura de preparação.
O sistema híbrido combina grama natural com fibras sintéticas que reforçam o piso. A proposta é aumentar a durabilidade e reduzir a deterioração causada pelo uso constante e pelas condições climáticas. A instalação, porém, exige tempo até que o campo esteja liberado para receber treinos e jogos.
O desafio do Santos será cumprir o cronograma sem prejudicar a preparação para 2027. A reforma dos campos do CT deve ser organizada de maneira escalonada, enquanto a intervenção na Vila está prevista para depois do fim dos jogos do Brasileirão no estádio.
A participação da NR Sports e de outras empresas faz parte da estratégia para viabilizar o projeto com menor custo direto para o clube. O resultado dependerá da execução das obras, da recuperação adequada dos gramados e da capacidade de manter uma estrutura de treinamento funcional durante a transição.




